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“Todo dia morre muita gente”, diz piauiense que foi lutar na Guerra da Ucrânia

O piauiense Ronaldo Silva, 35 anos, natural de Pedro II, se alistou e está na lutando na Guerra Russo-Ucraniana. Ao Cidadeverde.com o piauiense relatou que decidiu ir até o conflito após ver vídeos e ter contato com ucranianos quando trabalhou por dois anos em navios de cruzeiro.

02/01/2026 às 16h31
Por: REDAÇÃO TV GALLO Fonte: Cidade Verde
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Foto: Reprodução - Cidade Verde
Foto: Reprodução - Cidade Verde

O piauiense Ronaldo Silva, 35 anos, natural de Pedro II, se alistou e está na lutando na Guerra Russo-Ucraniana. Ao Cidadeverde.com o piauiense relatou que decidiu ir até o conflito após ver vídeos e ter contato com ucranianos quando trabalhou por dois anos em navios de cruzeiro.  

A sua primeira tentativa de ir à guerra aconteceu há cerca de dois meses quando comprou passagem por conta própria e fez o percurso saindo do Piauí a São Paulo, de São Paulo a Colômbia e durante a parada em Londres, Inglaterra, ele foi deportado.

“Comecei a ver vídeos de brasileiros comentando que vieram ajudar o pessoal aqui e que estavam recrutando e eu vim. A primeira vez eu vim com passagem comprada mesmo. Fui deportado, tive que voltar para o Brasil, passei cinco dias em um hostel em São Paulo e lá uma brigada falou que arcaria com a minha ida”, conta.

Após passar mais de 20 dias com o processo de documentação e exames, ele conseguiu ser colocado em meio a guerra.

“Eles fuçam bastante a sua vida para saber se você tem alguma ligação com a Rússia, alguma coisa, se é espião. Tem que passar pela Interpol também, mas deu tudo certo. Descobri o Batalhão de Forças Especiais e já estou aqui, fiz cinco dias de treinamento e já fui para missão”, explica.

Foto: Reprodução / Redes sociais

“Todo dia morre muita gente aqui. Eu vim, mas eu vim para ajudar mesmo, porque eu já tinha trabalhado com o pessoal da Ucrânia e decidi vir para ajudar, para ver como era mesmo”, explica Ronaldo

Ronaldo relata ter chegado ao local no dia 15 de dezembro e logo recebeu sua primeira missão. Ele narra que durante o trabalho um dos seus companheiros chegou a ser baleado na perna. Depois da primeira missão cumprida, Ronaldo relatou os momentos de tensão vividos dentro do conflito armado.

“Fui despreparado, mas fui com uma equipe boa graças a Deus. Teve um que levou um tiro, mas deu tudo certo, ele foi ao hospital. Foi muito doido, tudo muito rápido. Passamos seis dias na missão e parece que foi uma eternidade. É uma guerra que não há nada que eu possa comparar. Você está de um lado e passa drone, se você olhar para cima ele pode lhe detectar e mandar bomba onde você está. A noite tem infravermelho, o chão é cheio de mina e é tudo muito louco. Fomos na fronteira onde estão atacando tudo. Fomos fazer uma extração. Graças a Deus foi uma missão concluída e deu tudo certo”, afirma.

Um dos vídeos do piauiense mostra ele dentro de um veículo com outros soldados. Ele conta que durante a virada do ano o grupo precisou se alimentar com alho, gordura de porco e pão.

A guerra da Ucrânia começou em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão militar em larga escala contra o território ucraniano.

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