(89) 9 9417-5057

Brasil

Canibalismo é crime no Brasil? Veja o que dizem especialistas sobre a prática investigada no litoral de SP

Casal foi preso em flagrante após idosa confessar ter matado morador em situação de rua e comido partes do corpo dele em Peruíbe (SP). Advogados explicaram ao g1 as possíveis consequências da prática.

Publicada em 11/03/25 às 08:26h - 46 visualizações

por TV Gallo


Compartilhe
 

Link da Notícia:

Uma idosa, de 65 anos, foi presa após confessar ter matado e comido os órgãos de um homem, de 60, em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Ao g1, especialistas explicaram que o canibalismo não é tipificado como um crime específico no Código Penal Brasileiro (CTB), mas pode estar associado a outros.


Celso Marques Ferreira foi encontrado morto com diversos ferimentos de arma branca no pescoço, na caixa torácica e nas partes íntimas, na Rua Antônio Siqueira, no bairro Beira Mar, na manhã de sexta-feira (7).


Ao lado do cadáver, havia uma placa com as palavras: "estuprador pega gringa". Josefa Lima de Sousa, também conhecida como 'Gringa', foi presa junto com o companheiro, Robson Aparecido de Oliveira, de 41.


Canibalismo é crime?

Segundo a advogada criminalista Priscila Modesto, o Código Penal Brasileiro não tipifica o canibalismo como crime, mas pode estar associado a outras tipificações criminais que envolvem o ato. O caso noticiado envolve homicídio, que tem previsão legal no Art. 121, por exemplo.


“Envolve o assassinato de uma pessoa para consumo de sua carne. O responsável pode ser enquadrado no crime de homicídio qualificado, como motivo torpe ou meio cruel [cuja pena varia entre 12 e 30 anos de reclusão]”, afirmou a especialista.

O também advogado criminalista Matheus Cury explicou que o responsável pelo ato de canibalismo ainda pode responder por ocultação ou destruição de cadáver, ambos previstos no Art. 211 do CPB.


"Sob a minha ótica está mais para destruição de cadáver, mas vai depender das circunstâncias e da intenção da pessoa que praticou o crime", acrescentou ele.


Ainda segundo Priscila, a Justiça pode ter esse entendimento caso a pessoa que cometeu o ato tome medidas como esconder, enterrar, descartar ou eliminar partes do corpo da vítima. Tanto a ocultação quanto a destruição de cadáver têm pena de um a três anos de reclusão e multa, mas como estão sempre acompanhadas do homicídio, e algumas vezes de qualificadoras, o tempo aumenta.


“Caso haja outros envolvidos que ajudem na ocultação do corpo, essas pessoas também podem ser responsabilizadas. Se a ocultação ocorrer para dificultar a investigação do homicídio, pode ser considerada uma agravante”, completou a advogada.


O caso

Imagens fortes — Foto: g1

Imagens fortes — Foto: g1

Recado foi deixado ao lado do corpo em Peruíbe (SP) — Foto: g1 Santos

Recado foi deixado ao lado do corpo em Peruíbe (SP) — Foto: g1 Santos

‘Gringa’, a palavra encontrada no bilhete deixado ao lado do corpo da vítima, é um dos apelidos de Josefa Lima de Sousa, que também mora em situação de rua e confessou o crime à polícia.


A idosa acusou Celso de estuprar crianças, mas não citou as supostas vítimas dele, e disse tê-lo matado “com a força do pensamento”. Celso Marques Ferreira, o companheiro da idosa, também acabou detido.


A Polícia Civil investiga a possibilidade de Josefa ter feito e distribuído uma sopa com os órgãos da vítima. Conforme apurado pelo g1, a hipótese analisada pela corporação foi levantada depois que outros moradores em situação de rua relataram ter comido uma sopa servida por ela ao amanhecer.


A população em situação de rua informou não saber os ingredientes do prato, mas como Josefa disse que comeu os órgãos, a polícia não descartou a hipótese dela tê-los usado na sopa.


Durante investigação conduzida pelo delegado Ricardo Wagner Zaitune e pelo chefe dos investigadores Anderson Lomenzo Buono, a equipe da Polícia Civil encontrou um braseiro com carvão próximo de onde os moradores dormiam, mas a panela estava vazia. Por isso, não foi possível identificar se foi feita sopa nela.


Prisões

De acordo com a equipe policial, houve indícios suficientes de que Josefa participou do crime, pois além da confissão, foi apurado que ela tinha conflitos com a vítima.


Apesar de não ter confessado a participação, a polícia considerou que Robson deveria ser preso porque ele teria ameaçado Celso recentemente e, segundo a investigação, Josefa não conseguiria praticar o assassinato sozinha.


Outros três moradores em situação de rua foram qualificados como investigados pelo crime.


Fonte: G1 Santos





ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:








Ligue e Participe!

(89) 99417-5057

Visitas: 3928127
Usuários Online: 90
Copyright (c) 2025 - TV Gallo - 89 994175057
Converse conosco pelo Whatsapp!