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Educação

Estudo aponta que proibição de celular em escolas não melhora desempenho acadêmico

Publicada em 06/02/25 às 08:47h - 31 visualizações

por TV Gallo


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A proibição do uso de celulares em escolas não impacta positivamente a saúde mental dos adolescentes nem melhora o desempenho acadêmico. Essa foi a conclusão de um estudo da Universidade de Birmingham, publicado na revista The Lancet Regional Health em fevereiro de 2025.


A pesquisa analisou alunos de instituições britânicas que adotam regras diferentes sobre o uso de celulares. No total, foram coletados dados de 1.223 estudantes de 30 escolas no Reino Unido.

Os resultados não indicaram diferenças significativas na saúde mental dos estudantes nem no desempenho acadêmico em inglês e matemática.

“As nossas descobertas sugerem que as políticas escolares restritivas na sua forma atual não influenciam significativamente o uso do telefone e das redes sociais nem geram melhores resultados para os adolescentes numa série de domínios mentais, físicos e cognitivos”, afirma o estudo.

Apesar disso, os pesquisadores apontam que estratégias para reduzir o tempo de uso de celulares e redes sociais podem ser benéficas para a saúde mental dos estudantes. No entanto, para que isso funcione, “tanto o uso na escola quanto fora dela devem ser considerados em conjunto”.

Embora não tenha encontrado diferenças relevantes entre os estudantes das escolas analisadas, o estudo observou uma relação negativa entre o tempo excessivo de uso do celular e a saúde mental e o desempenho acadêmico. Ou seja, passar mais tempo no aparelho — inclusive fora da escola — pode afetar negativamente os resultados escolares.

Proibição de celular nas escolas no Brasil

O Brasil segue a tendência de países como França, Espanha, Grécia, Dinamarca, Itália e Holanda, que impõem restrições ao uso de celulares nas escolas.

A recém-sancionada Lei nº 15.100/25 proíbe o uso de dispositivos eletrônicos por estudantes em escolas públicas e particulares, incluindo nos intervalos. O objetivo da medida é “salvaguardar a saúde mental, física e psíquica das crianças e adolescentes”.

A proposta recebeu amplo apoio da população durante sua tramitação no Congresso Nacional. Segundo uma pesquisa Datafolha de outubro de 2024, 65% dos pais de crianças e adolescentes até 18 anos aprovam a restrição. Entre a população em geral, 62% também são favoráveis à proibição durante aulas e intervalos.

Em entrevista à CNN, Rodrigo Nejm, especialista em Educação Digital do Instituto Alana, destacou que a expectativa com a nova lei é uma melhora na interação social dos adolescentes e maior concentração nas atividades pedagógicas.

Nejm explicou que redes sociais e jogos de aposta, por exemplo, são projetados para prender a atenção dos usuários, levando a um uso prolongado. Para adolescentes, cujo cérebro ainda está em desenvolvimento, esse consumo excessivo pode ter impactos negativos na vida escolar e pessoal.

Fonte: Portal 180 Graus





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