O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta segunda-feira (24) uma resolução com regras para uso de dispositivos digitais, como celulares, notebooks e tablets, por estudantes de educação infantil e ensinos fundamental e médio em escolas públicas e privadas.
No documento, publicado no Diário Oficial da União (DOU), o MEC reforça que "uso de dispositivos digitais pessoais por estudantes para outros fins que não pedagógicos fica vedado em toda a integralidade da rotina escolar". Isso inclui sala de aula e outros ambientes de aprendizagem, recreios e intervalos entre aulas.
O que o MEC considera como dispositivos digitais?
Na resolução, o MEC informa quais aparelhos são considerados digitais: "Que utilizam tecnologia para processar, armazenar e transmitir informações". A pasta dá exemplos:
E quais são as exceções?
O MEC aponta que dispositivos digitais só podem ser usados por estudantes "para finalidades pedagógicas orientadas e mediadas por profissionais da educação, seguindo as recomendações por etapa de ensino" (veja mais detalhes sobre isso no próximo tópico). Exceções incluem:
O que o MEC recomenda para cada etapa de ensino?
Na educação infantil (de 0 a 6 anos de idade), o MEC não recomenda uso de telas e dispositivos digitais, "mesmo que para fins pedagógicos". Indicação é para utilização "em caráter absolutamente excepcional".
Já nos ensinos fundamental e médio, o governo recomenda aplicação de dispositivos em atividades pedagógicas, "numa perspectiva de progressão gradual alinhada ao desenvolvimento da autonomia do estudante".
Nos primeiros anos do ensino fundamental, porém, o MEC faz alerta: "Uso deverá ser equilibrado e mais restrito, garantindo o desenvolvimento das competências digitais necessárias sem prejuízo das demais competências e habilidades previstas para esta etapa".
Como escolas devem guardar e restringir dispositivos?
O MEC também traz orientações sobre como cada instituição deve guardar e controlar uso de dispositivos. ". A escolha do modelo mais adequado dependerá das características específicas de cada escola, incluindo sua infraestrutura, cultura institucional e as necessidades dos estudantes", aponta a resolução. As opções previstas:
O governo não recomenda bloqueio de sinal, porque essa medida poderia afetar não só alunos que precisam de dispositivos, "mas também professores, funcionários e visitantes".
Outra dica do MEC às escolas: recomendar a pais e responsáveis para que deixem dispositivos digitais de estudantes em casa, "a menos que haja previsão de utilização para fins pedagógicos por um profissional de educação da escola".
Fonte: Cidade Verde