Um achado recente no Parque Estadual Serra de Santo Antônio, em Campo Maior, causou discussões nas redes sociais após o professor Ernandes Leite, ambientalista e pesquisador da área, compartilhar imagens de oferendas religiosas, conhecidas popularmente como “despachos”, em seu perfil no Instagram. As oferendas, ligadas a práticas de religiões de matriz africana, trouxeram à tona debates sobre preservação ambiental e intolerância religiosa.
As imagens mostram objetos como garrafas de bebidas, frutas e velas, itens frequentemente utilizados em rituais. Enquanto alguns internautas expressaram curiosidade e respeito, outros manifestaram temor e preconceito, revelando o desconhecimento e a intolerância que ainda cercam essas práticas culturais.
Enquanto alguns internautas expressaram curiosidade e respeito, outros manifestaram desagrado e questionaram a prática. “Deixar garrafas e outros objetos em área de preservação deveria ser considerado poluição, independente da finalidade religiosa?”, comentou um seguidor. Em contraponto, outro usuário destacou a relevância espiritual do local para praticantes dessas religiões e informou que as oferendas são geralmente retiradas após um período determinado.
A discussão foi além da questão ambiental, abordando o preconceito e a intolerância religiosa. “O preconceito ocorre quando se nega a legitimidade e a dignidade de uma prática, muitas vezes sem compreender seu significado”, afirmou uma seguidora. Outro comentário reforçou que, embora as oferendas sejam realizadas em harmonia com os valores da natureza, os praticantes poderiam organizar mutirões para limpeza do local, promovendo uma convivência respeitosa e sustentável.
Fonte: Portal R10