A juíza Helenice Rangel, da 3ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, foi vítima de racismo em uma petição assinada pelo advogado José Abud. No documento, ele teria descrito a magistrada com termos ofensivos e de cunho racista, incluindo expressões como "magistrada afrodescendente com resquícios de senzala" e "memória celular dos açoites".
Diante da denúncia, a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Ana Tereza Basílio, determinou à Corregedoria a abertura imediata de investigação para apurar a conduta do advogado.
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) também se manifestou em defesa da magistrada e repudiou as declarações do advogado, classificando-as como incompatíveis com o respeito exigido nas relações institucionais.
O tribunal ressaltou ainda seu compromisso permanente contra qualquer forma de discriminação ou preconceito, especialmente o racismo.
Fonte: Cidade Verde