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Justiça

Bolo envenenado: Polícia Civil conclui inquérito e Deise é culpada por mortes

Publicada em 22/02/25 às 20:18h - 22 visualizações

por TV Gallo


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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul apresentou, nesta sexta-feira (21), as conclusões do inquérito sobre as mortes de quatro pessoas da mesma família que ingeriram um bolo envenenado, em Torres, no final de 2024. A investigação conclui que Deise Moura dos Anjos, de 42 anos, forçava visitas à casa da sogra, justamente para conseguir misturar ou camuflar arsênio em alimentos que poderiam ser usados por Zeli dos Anjos.

Para a polícia, a sogra era o principal alvo, mas a mulher não se importava se atingisse outras pessoas da família do marido. As autoridades descartaram a possibilidade de motivação financeira para os crimes cometidos por Deise. A principal hipótese é "perturbação mental". A apuração de como ela teve acesso tão fácil ao arsênio ainda continua, já que a venda só é possível com apresentação de documentos específicos e descrição do uso.

Três das mortes aconteceram pela ingestão do bolo envenenado, em dezembro de 2024. A outra foi causada por consumo de arsênio, que ocorreu em setembro do mesmo ano. Todas as vítimas eram da família do marido de Deise, incluindo o sogro.

Se estivesse viva, Deise seria indiciada por triplo homicídio triplamente qualificado e três tentativas de homicídio triplamente qualificadas. Segundo a Polícia Civil, Deise poderia ter uma pena superior a 100 anos de reclusão. Com a morte, o Código Penal prevê a extinção da punição.

Relembre o caso

Em 23 de dezembro de 2024, seis membros de uma mesma família passaram mal depois de consumirem um bolo durante o café da tarde em Torres, no litoral do Rio Grande do Sul. Três das vítimas, duas irmãs de Zeli e uma sobrinha, morreram de paradas cardiorrespiratórias e outros três familiares foram internados em estado grave, dois deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

De acordo com o hospital, os pacientes apresentaram sintomas de vômito e diarreia logo depois de consumir o bolo. As vítimas foram Neuza Denise Silva dos Santos, de 65 anos, Tatiana Berenice Silva dos Anjos, de 43 anos, e Maida Berenice Flores da Silva, de 58 anos. Zeli, o marido de Maida e um menino de 10 anos, neto de Neuza, também foram envenenados, mas tiveram alta. A perícia encontrou altas dosagens de arsênio na farinha que a sogra usou para preparar o bolo.

O caso ganhou relevância com a descoberta de que o sogro de Deise também faleceu por ingerir arsênio, em setembro do mesmo ano. Supostamente, a causa da morte teria sido intoxicação alimentar, porém, após a polícia solicitar a exumação do corpo, a perícia concluiu que havia sinais de envenenamento. Uma perícia realizada no celular da suspeita localizou buscas na internet, feitas em novembro, sobre a substância tóxica encontrada em todas as vítimas.

Outro fator importante foi o fato de que a relação de Deise com a família do marido não era amigável desde o início, há 20 anos. As autoridades chegaram a cogitar que ela também poderia ter tentado envenenar o marido e o filho, além de poder ter matado o próprio pai. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul confirmou que a suspeita assinou o comprovante de entrega de uma encomenda de arsênio que recebeu pelos Correios.

Fonte: Cidade Verde




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