A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou, nesta terça-feira (25/02), um relatório alarmante sobre a saúde na Europa e na Ásia Central. O estudo aponta que, anualmente, quase 76 mil crianças morrem antes de completar cinco anos, com complicações no parto, asfixia e doenças congênitas sendo as principais causas. Apesar de contar com alguns dos sistemas de saúde mais avançados do mundo, a região enfrenta estagnação ou retrocesso em indicadores como saúde infantil e doenças crônicas.
Além das mortes infantis, a OMS identificou preocupantes taxas de suicídio e transtornos mentais entre adolescentes. Cerca de 15% dos jovens da região são afetados por cyberbullying, e um em cada cinco adolescentes enfrenta problemas de saúde mental. O suicídio é a principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, com os países da Europa apresentando uma alta prevalência de distúrbios depressivos, especialmente na Grécia, Portugal e Lituânia.
O relatório também destaca o impacto das doenças não transmissíveis, como doenças cardiovasculares e câncer, que são responsáveis por uma em cada seis mortes prematuras antes dos 70 anos. A Europa continua sendo a região com o maior consumo de álcool do mundo, o que agrava a situação. Além disso, o consumo de tabaco e a prevalência de demência também são questões alarmantes, com a OMS prevendo um aumento significativo na prevalência de demência nos próximos anos.
Por fim, a OMS alertou sobre a escassez de profissionais de saúde e a crise nas forças de trabalho em diversos países europeus, situação que é exacerbada pelas reformas no setor e pela migração de profissionais. A organização também ressaltou a necessidade de melhorar a cobertura vacinal e preparações para emergências sanitárias, dado o impacto crescente das mudanças climáticas e o aumento das mortes relacionadas a ondas de calor.