Três pessoas foram presas nesta terça-feira (1º) por estelionato e associação criminosa durante uma operação da 4ª Delegacia Seccional de Teresina. Os suspeitos, identificados pelas iniciais J.P.S.A.C., E.M.S.S. e M.L.S.M., são apontados como integrantes de uma rede criminosa que vendia propriedades ilegalmente na zona Sul da capital. A operação também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após a denúncia de uma vítima que comprou uma casa no Conjunto Portal da Alegria, pagando R$ 17 mil e assinando um contrato. No entanto, ao tentar se mudar, descobriu que o imóvel já havia sido vendido para outras pessoas.
O delegado Leonardo Alexandre explicou que as investigações revelaram que o imóvel foi negociado fraudulentamente para pelo menos duas vítimas diferentes. “Os contratos pareciam regulares, e os investigados chegaram a comparecer em cartórios, o que dava um falso ar de legalidade às transações”, detalhou.
Diante das evidências, a Justiça decretou a prisão preventiva dos suspeitos, que foi cumprida na manhã desta terça-feira.
O delegado Leonardo Alexandre destacou ainda a função de cada integrante dentro da organização criminosa.
“A venda ficava a cargo da mulher. Em uma das ocasiões, um dos homens também vendeu, mas os pagamentos foram destinados à mesma pessoa. Então, um tinha a função de vender, o outro também vendia, e um terceiro era responsável pelo recebimento dos valores das duas compras. Por isso, ficou caracterizado que cada um tinha uma função específica. Inclusive, um deles figurava nos dois contratos como testemunha das vendas, o que demonstra que tinha plena consciência de que aquela conduta era ilícita e dolosa, com o objetivo de causar prejuízo financeiro às vítimas e obter lucro para si e para os demais envolvidos”, ressaltou.
O delegado também pediu que outras possíveis vítimas do trio denunciem o crime.
“Nós solicitamos que, caso alguém tenha sido vítima desse grupo criminoso, procure qualquer unidade da Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência. Esse documento será analisado pela autoridade policial, que fará o encaminhamento para o setor competente para dar continuidade às investigações. É muito importante que, nesses casos de estelionato, todas as vítimas compareçam à delegacia e façam a representação criminal, para que essas pessoas sejam devidamente investigadas e processadas”, acrescentou.
Além dos crimes de estelionato e associação criminosa, os investigados já possuem antecedentes relacionados a fraudes.
“M.L.S.M., em particular, tem um longo histórico criminal, com pelo menos 28 boletins de ocorrência registrados contra ela, a maioria por estelionato envolvendo idosos. J.P.S.A.C. e E.M.S.S., por sua vez, também possuem registros por crimes patrimoniais, o que revela a continuidade de sua atuação criminosa, evidenciando o caráter estruturado da associação”, finalizou o delegado.
Fonte: Cidade Verde